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RESPONSABILIDADE-SOCIOAMBIENTAL

A grande liberação de agrotóxicos no Brasil

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Liberação de agrotóxicos no Brasil é a maior em 14 anos, Ministério da Agricultura validou 169 novos registros de defensivos agrícolas entre 1º de janeiro e 14 de maio deste ano, 14% mais do que em igual período de 2018.  

A velocidade nos registros de agrotóxicos no atual governo tem gerado reações divergentes entre ruralistas e ambientalistas. Entre aplausos e protestos, o Ministério da Agricultura validou 169 defensivos agrícolas de 1º de janeiro a 14 de maio deste ano, o recorde da série histórica iniciada em 2005. 

O salto da liberação de agrotóxicos começou em 2016 e seguiu em elevação nos anos seguintes, “muito por conta de pressões impostas pelo Congresso”, avalia o engenheiro florestal e especialista em agricultura e alimentação do Greenpeace, Iran Magno. 

O Sindicato Nacional da Indústria de Produtos para Defesa Vegetal (Sindiveg) rebate com o argumento de que metade dos registros concedidos neste ano refere-se a cópias de ingredientes ativos, matéria-prima “que será utilizada na fabricação de um produto formulado”. A entidade ressalta que o número acima da média é impulsionado, também, pela criação de novas marcas comerciais à base de princípios ativos que estão no mercado. “Isso significa mais opções para o agricultor e não aumento na quantidade de produtos utilizados no campo”, diz, em nota. 

A biomédica sanitarista Aline Gurgel, pesquisadora da Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz) e doutora em saúde pública, alerta que a quantidade de agrotóxicos liberados é proporcional ao risco de as pessoas ficarem expostas a eles. E que os reflexos de uma intoxicação aguda e crônica estão ligados, entre outros, aos diagnósticos de câncer, mutações no DNA, má formação congênita e problemas no sistema reprodutor. 

Fonte: gauchazh.clicrbs 

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