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Conhecendo um pouco mais Londrina-PR

Durante as atividades de campo da equipe de Ecossis Soluções Ambientais para a realização da Avaliação de Impacto ao Patrimônio Arqueológico da LDAT 138kV Londrina Sul – Apucarana, Arapongas e Igapó (autorizados pelas Portarias IPHAN nº 01508.0004572018-11, 01508.000453/2018-25 e 01508.000456/2018-69), arqueólogos estarão entregando folhetos ilustrativos contendo informações sobre o patrimônio cultural no Museu Histórico de Londrina, no Museu de Arte de Londrina e na Secretaria Municipal de Educação de Londrina, bem como, aos proprietários na extensão do empreendimento, localizado no município de Londrina-PR, entre os dias 14 a 31 de julho de 2020.
O município de londrina possui oito sítios arqueológicos registrados até o momento. São sítios de Tradição Tupiguarani e Itararé-Taquara, onde aparecem cerâmicas (vasilhas) muitas vezes quebradas. Mas o arqueólogo consegue identificar, reconstruir e saber para que servia, onde era utilizado, quem fazia esta cerâmica, dentre tantas
coisas. Além disso, alguns sítios possuem material lítico, ou seja, instrumentos feitos a partir de pedras lascadas ou polidas pelos povos antigos. Os nomes dos sítios são: Guaravera 1, Guaravera 2, Sítio Thaís, Londrina I, Londrina II, Ribeirão Remansinho I, Ribeirão Remansinho II e Apucaraninha I.
Além dos sítios arqueológicos o Patrimônio Cultural de Londrina é composto pelos bens materiais e imateriais, tomados individualmente ou em conjunto, que constituem a identidade e a memória coletiva de uma sociedade. No município de Londrina foram tombados em nível estadual e municipal os seguintes bens:

Antiga Casa da Criança

Endereço: R. Maestro Egídio Camargo do Amaral, 110.

O prédio onde funcionava a antiga Casa da Criança de Londrina foi tombado em 2016 pela prefeitura por sua importância cultural.

Foi construído entre os anos de 1953 e 1954 para ser a primeira creche pública de Londrina. A idealização do projeto foi o prefeito Hugo Cabral e, a projeção foi dos arquitetos Carlos Castaldi e João Batista Vilanova Artigas, baseado nos moldes racionalistas do arquiteto Le Corbusier.


Antiga Estação Rodoviária de Londrina

Endereço: R. Sergipe, 640.

Idealizado pelo prefeito Hugo Cabral e edificado pelo arquiteto Vilanova Artiga, o prédio da antiga rodoviária de Londrina, atualmente sedia o Museu de Arte.

“O prédio foi tombado pelo Estado do Paraná em 1975 por suas características, expressão de novos conceitos de arquitetura, construção e utilização de obra pública. As características que levaram o prédio da antiga rodoviária a ser tombado são marcos arquitetônicos da região e símbolos da renovação e desenvolvimento urbano de Londrina que começou no fim da década de 1940 com o advento do café.” (Fonte: SECRETARIA DA COMUNICAÇÃO SOCIAL E DA CULTURA)


Praça Rocha Pombo

Endereço: Praça Rocha Pombo

A Praça Rocha Pombo está paisagisticamente ligada ao prédio da antiga rodoviária de Londrina e foi tombada pelo Patrimônio do Estado também em 1975. Como Londrina passou por um intenso movimento de modernização, a cidade ganhou características cosmopolitas, incluindo o aumento da população. A Praça Rocha Pombo, pelo seu traçado, pela harmonia entre as áreas gramadas, árvores, palmeiras, pinheiros, e o espelho-d’água circular, se integra de maneira expressiva à edificação, motivo pelo qual foi inscrita no Livro do Tombo Arqueológico, Etnográfico e Paisagístico, Processo nº 54/74, Inscrição nº 53-I, como medida complementar à preservação da estação. Em 1993 passou por uma restauração e adaptação para utilização como centro de exposições de artes plásticas, com projeto do arquiteto Antonio Carlos Zani.


Palacete da Família Garcia

Endereço: Av. Higienópolis, 116

A construção do palacete teve início em 1945, pelo proprietário Celso Garcia, pioneiro da colonização de Londrina. O sobrado possui estilo eclético, com 1.085 m2 de área construída. O palacete serviu como local de hospedagem e recepção de autoridades, como o ex-presidente Juscelino Kubitscheck de Oliveira. O pedido de tombamento partiu da família Garcia, estando no Livro do Tombo Arqueológico, Etnográfico e Paisagístico, Processo nº 01/2010, Inscrição nº 166-II e Tombamento aprovado na 141ª reunião do CEPH, realizada em 20 de junho de 2011. Muitos dos materiais utilizados na obra foram importados, principalmente os de acabamento. Foi morada da família Garcia até 1980, sendo atualmente vinculada ao comércio da região.


Cine Teatro Ouro Verde

Endereço: R. Maranhão, 85

A construção do Cine Teatro Ouro Verde também tem relação com Celso Garcia Cid, na época, sócio da Autolon – Sociedade Auto Comercial de Londrina, revendedora da marca Chevrolet, na década de 1940. Em 1948, Garcia Cid, Ângelo Pesarini e Jordão Santoro construíram um edifício comercial na esquina das ruas Maranhão e Minas Gerais, aproveitando parte do terreno para a construção de um cinema, sob projeto de Vilanova Artigas. O cinema comportava 1.500 pessoas, sendo 1.100 no salão principal e 400 no balcão.

Em 1978, o cinema foi adquirido pela Universidade Estadual de Londrina (UEL). Sua importância cultural e arquitetônica é em decorrência das diversas expressões artísticas: cortinas de veludo, poltronas de couro estofadas, ar-condicionado perfeito e aparelhagem de som e imagem das mais modernas na época. Além dos filmes, espetáculos de cantores e orquestras também faziam parte do repertorio do Cine Teatro Ouro Verde.

Em 2012, parte do edifício foi destruída após um incêndio, em detrimento de um curto-circuito, sendo restaurado pelo Governo do Paraná e pela UEL. Os dados estão contidos no Livro do Tombo Arqueológico, Etnográfico e Paisagístico, Processo nº 02/98, Inscrição nº 126-II.

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