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RESPONSABILIDADE-SOCIOAMBIENTAL

Papagaios-de-peito-roxo são readaptados a natureza através de projeto reintrodução de espécies

A iniciativa realizada pelo Instituto Espaço Silvestre, localizado no estado de Santa Catarina, busca restaurar a população de papagaios-de-peito-roxo, espécie que era comum na região do Parque Nacional das Araucárias (SC). O instituto, fundado em 2010, já possui 189 espécimes do papagaio-de-peito-roxo, todos recuperados do tráfico ou resgatados de zoológicos, vivendo livres em suas dependências.

De acordo com o censo mundial, realizado em 2018, existem mais de 4,7 mil papagaios-de-peito-roxo em vida livre no Brasil, um número que os tornam ameaçados.

papagaio de peito roxoA coordenadora do projeto e diretora técnica do Instituto Espaço Silvestre, Vanessa Kanaan, explica que os papagaios-de-peito-roxo eram recorrentes na região até que a captura ilegal e o desmatamento reduziram drasticamente o número de aves.

O trabalho realizado, para que esses animais possam se readaptar plenamente, exige que sejam realizados desde exames clínicos e laboratoriais, análise genética, até treinamentos comportamentais. Além do desafio de adaptar uma espécie fragilizada, a própria soltura apresenta suas dificuldades: o viveiro é aberto pela manhã e fechado durante a noite para que as aves entrem e saiam, conforme desejarem, até que se fixem na natureza.

Com a ida dos animais para as florestas, os especialistas monitoram o comportamento deles. Observações, escuta de vocalizações e até drones ajudam a indicar se os papagaios estão se relacionando, se dispersando, evitando predadores e localizando abrigos. Bons “vigias” são também os moradores do local, que desempenham a ciência cidadã e relatam o que veem aos pesquisadores.

O monitoramento mostra que papagaios-de-peito-roxo vítimas do tráfico de animais silvestres podem ser reabilitados, soltos e até se reproduzem com sucesso.

papagaio de peito roxoO processo da soltura 2019 ainda não está finalizado e deve variar de acordo com a resposta comportamental dos papagaios. Até lá, rádio-colares, microchips e anilhas cedidas pelo Centro Nacional de Pesquisa para Conservação de Aves Silvestres auxiliam no controle da espécie.

 

(fonte: g1.globo)

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