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RESPONSABILIDADE-SOCIOAMBIENTAL

Uso de Neonicotinóide é proibido em Vitória-ES

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neonicotinóide é uma substância derivada da nicotina e utilizada para controlar pragas, mas, diferente de outros, é sistêmica. Colocado na semente, o neonicotinóide se espalha por toda a planta: folhas, flores, ramos, raízes, néctar e pólen. Por isso, seu efeito é letal para as abelhas, principalmente, os zangões, prejudicando sua habilidade para sacudir as flores e provocar a polinização. 

Há muito tempo, os criadores de abelhas nativas, sem ferrão (melipolinicultores), que atuam no estado, vinham solicitando medidas de proteção às espécies polinizadoras à prefeitura e ao governo estadual. Tais espécies na região são imprescindíveis para a manutenção da biodiversidade da Mata Atlântica , além de produtoras de mel de elevado valor nutricional e medicinal. 

João Luiz Teixeira Santos, presidente da Associação dos Meliponicultores do Espírito Santo (Ames), comentou que muitas pessoas usam o neonicotinóide sem critério, “mesmo com a presença mínima de insetos”. E celebrou que, agora, esse pesticida “não poderá mais ser usado pelas empresas de jardinagem ou pela prefeitura em serviços em praças públicas, unidades de saúde ou fumacê, no qual o inseticida é muito comum”. Ele espera “que essa lei sirva de exemplo para outros municípios e para o estado”. 

O fumacê é uma técnica usada para controlar mosquitos, que consiste em emitir uma ‘nuvem’ de fumaça com doses de agrotóxico, em geral, o neonicotinóide. E tem sido alvo de muita discussão entre a associação dos criadores de abelhas e a prefeitura de Vitória. 

O que ainda falta para a lei que proíbe uso de neonicotinóide entrar em vigor 

Primeiro, é preciso que seja feita uma alteração importante na Lei Orgânica de Vitória, que diz respeito à proibição da criação de abelhas na cidade, após é preciso aguardar a normatização da criação de abelhas sem ferrão em todo o estado. Para tanto, é preciso que o Instituto Estadual de Meio Ambiente e Recursos Hídricos (Iema) finalize a elaboração de uma Instrução Normativa, que dará segurança jurídica aos criadores de abelhas sem ferrão em todo o Estado. Por último, a Lei 9.350 ainda precisa ser regulamentada para que possa ser aplicada efetivamente. 

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Fonte: conexaoplaneta 

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