Dia: 27 de fevereiro de 2026

Dados Abertos Ambientais: A Base para uma Governança de Impacto

Em 2026, a transparência deixou de ser um diferencial para se tornar o alicerce da sustentabilidade corporativa e pública. Com o endurecimento das regulações contra o greenwashing e a exigência por relatórios ESG auditáveis, os dados abertos ambientais surgem como o recurso mais valioso para quem precisa transformar promessas em evidências. Mas, em um oceano de informações, o desafio é saber onde encontrar dados de alta qualidade e como transformá-los em decisões estratégicas. 

Onde encontrar: O Mapa da Mina Digital 

No Brasil e no mundo, diversas plataformas oferecem bases robustas que permitem monitorar desde o uso do solo até emissões de gases de efeito estufa: 

  • MapBiomas (Brasil): Recentemente, em fevereiro de 2026, foi lançada a Coleção 10.1, que fornece mapas anuais de cobertura e uso da terra com precisão histórica desde 1985. É essencial para entender a dinâmica de biomas como a Amazônia e o Pantanal. 
  • Copernicus Data Space Ecosystem (Global): Este ecossistema europeu oferece acesso livre e instantâneo a dados dos satélites Sentinel, fundamentais para monitoramento terrestre, oceânico e atmosférico em escala global. 
  • SEEG Brasil: O Sistema de Estimativas de Emissões e Remoções de Gases de Efeito Estufa fornece dados em tempo real sobre a pegada de carbono por município e bioma, permitindo uma análise setorial detalhada. 
  • Portal de Dados Abertos (Brasil): Centraliza conjuntos de dados do IBGE, ANA (Agência Nacional de Águas) e órgãos ambientais, oferecendo desde mapas de bacias hidrográficas até registros de geociências. 

Entretanto, a mera coleta de dados não gera impacto, a inteligência está na aplicação. Dados abertos podem ser integrados a sistemas de IA e Blockchain para criar “trilhas de confiança”. Por exemplo: 

  1. Verificação de Créditos de Carbono: Cruzar dados de desmatamento do INPE com registros de sensores locais para garantir que um projeto de conservação é real e verificável. 
  1. Rastreabilidade de Cadeia de Valor: Empresas utilizam dados do MapBiomas para assegurar que seus fornecedores não estão operando em áreas de vegetação nativa recém-convertida. 
  1. Modelagem de Risco Climático: Instituições financeiras utilizam séries históricas de sensores e modelos climáticos para prever a viabilidade de investimentos em infraestrutura. 

A capacidade de transformar esses dados em soluções práticas é o que define a liderança na agenda climática atual. É com essa visão que a Ecossis quer construir sua participação no mundo digital e sustentável. 

A transparência de dados é o fim da era do ‘acho que sou sustentável’. A Ecossis estará na Feira de Hannover 2026 discutindo como transformar esses dados em estratégia real.


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