Autor: Caroline Fontella

Monitoramento da ictiofauna no Rio das Antas

Monitoramento da ictiofauna amplia conhecimento sobre os ecossistemas aquáticos do rio das Antas

Trabalho realizado no Complexo CERAN produz informações para a gestão ambiental e contribui para a conservação da biodiversidade

O monitoramento da ictiofauna realizado no Complexo CERAN acompanha, ao longo dos anos, as respostas dos ecossistemas aquáticos às alterações promovidas pela implantação dos reservatórios no rio das Antas, no Rio Grande do Sul.

O complexo é formado pelas usinas hidrelétricas Castro Alves, Monte Claro e 14 de Julho e representa um importante empreendimento de geração de energia renovável. Mesmo antes do início de sua operação, o monitoramento já desempenhava um papel essencial no acompanhamento ambiental da região.

A formação dos reservatórios modifica a dinâmica natural dos rios, influenciando as características dos habitats, a qualidade da água, a disponibilidade de recursos e os processos de reprodução e deslocamento das espécies.

“O acompanhamento de longo prazo é indispensável para compreender essas mudanças, fornecendo informações que subsidiam a gestão ambiental e atendem às exigências do licenciamento”, explica Débora Alessandra Antonetti.

Conhecimento construído ao longo dos anos

A continuidade do monitoramento permitiu construir um amplo conhecimento sobre a ictiofauna da região. Os resultados mostram como as comunidades de peixes se organizam nos diferentes ambientes do complexo e como respondem às variações sazonais e às condições impostas pelos reservatórios.

O trabalho possibilita identificar padrões de distribuição das espécies, caracterizar a estrutura das populações e reconhecer períodos e áreas de maior atividade reprodutiva. Também permite avaliar a ocorrência de espécies exóticas e de interesse para a conservação, além de acompanhar a dinâmica das espécies de importância pesqueira.

“O monitoramento do ictioplâncton complementa essas informações ao identificar áreas utilizadas para a reprodução e o desenvolvimento inicial dos peixes, permitindo uma compreensão mais abrangente do ciclo de vida das espécies presentes na bacia”, destaca Débora.

Integração entre campo e análises técnicas

Um dos diferenciais do projeto está na integração entre o trabalho de campo e as análises técnicas realizadas em laboratório.

A utilização de diferentes petrechos de pesca possibilita amostrar espécies com diferentes hábitos e tamanhos. Já as avaliações biológicas e ecológicas abrangem biometria, composição de espécies, alimentação, reprodução, ocorrência de espécies ameaçadas e exóticas e análises populacionais.

“Essa abordagem torna os resultados mais robustos e confiáveis, possibilitando identificar tendências ao longo do tempo e fornecendo informações estratégicas para a tomada de decisão”, afirma Débora.

Série histórica contribui para a conservação

Além de cumprir um importante papel no acompanhamento ambiental do empreendimento, o projeto deixa como legado uma consistente série histórica de dados sobre a ictiofauna do rio das Antas.

Essas informações contribuem para o avanço do conhecimento científico e para o aperfeiçoamento das ações de conservação da biodiversidade.

A continuidade do trabalho também reflete o compromisso da Ecossis com a excelência técnica, reunindo equipe especializada, metodologias padronizadas e produção de informações de alta qualidade. O projeto fortalece a gestão ambiental do Complexo CERAN e consolida uma parceria de confiança construída ao longo dos anos.

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Mineração e gestão ambiental em campo.

Jean Antônio, gerente comercial da Ecossis, visitou três unidades da CMOC — duas de fosfatos e uma de nióbio — para acompanhar o projeto de monitoramento da flora em áreas de recuperação ambiental.

A agenda reforçou a experiência da Ecossis no atendimento ao setor de mineração, reunindo acompanhamento técnico, troca de conhecimentos e diálogo sobre novas demandas ambientais e socioambientais.

Segunda maior produtora mundial de nióbio e uma das principais produtoras de fertilizantes fosfatados do país, a CMOC mantém operações que abrangem grande parte das cadeias produtivas de nióbio e fosfatos.

A visita também abriu espaço para identificar novas soluções e possibilidades de ampliação da parceria.

 

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Mapeamento do ecossistema de Startups climáticas brasileiras 

Mapeamento do ecossistema de Startups climáticas brasileiras 

O Brasil virou um terreno fértil para uma nova geração de empresas que trata a crise climática como problema de engenharia e oportunidade de negócio. As climate techs brasileiras deixaram de ser curiosidade para se tornar um setor com tese de investimento própria. Mas o ecossistema ainda é jovem, fragmentado e desigual. 

O setor é mais diverso do que o rótulo sugere. Sob o guarda-chuva das “startups verdes” convivem climate techs, cleantechs, energytechs, firetechs, watertechs e agtechs, cobrindo energia renovável, gestão hídrica, prevenção de incêndios e agricultura sustentável. Na prática, as verticais mais quentes no Brasil concentram-se em restauração e reflorestamento, MRV e crédito de carbono, agricultura regenerativa, bioeconomia amazônica e monitoramento ambiental por sensoriamento. 

Alguns casos ilustram a maturidade crescente. A Umgrauemeio, com clientes como Suzano e BP, monitora 7,5 milhões de hectares em 13 estados e reduz incêndios em até 80%; plataformas de restauração conectam empresas e produtores florestais ao financiamento de plantio de florestas nativas. 

Os ventos são favoráveis. Climate tech e sustentabilidade emergiram como categoria de investimento com tese financeira para além da narrativa de impacto, com fundos dedicados como Just Climate e Amazon Climate Pledge aportando capital em startups brasileiras de descarbonização, eficiência energética e agricultura regenerativa. O peso do agro ajuda: responsável por cerca de 25% do PIB, o agronegócio é um segmento onde a tecnologia pode, ao mesmo tempo, elevar produtividade e reduzir emissões. Some-se a isso o legado da COP30, o novo mercado regulado de carbono e a pressão global por rastreabilidade, todos empurrando a demanda por soluções nacionais. 

Um estudo do Fórum Brasileiro das Climate techs, lançado durante a COP30, aponta o financiamento como o principal gargalo: são negócios que exigem um ecossistema forte para amadurecer antes de acessar venture capital ou private equity, e o Brasil segue atrasado e fragmentado. O problema é tanto estrutural quanto regional: embora o mercado global de startups climáticas deva atrair cerca de US$ 80 bilhões até 2029, apenas 4% desse capital chega à América Latina e à África. 

Há, porém, um gargalo menos citado e igualmente decisivo: a confiança no dado. Nenhuma das soluções vale mais do que a integridade da informação que a sustenta. É exatamente essa camada que a Ecossis oferece ao ecossistema: uma infraestrutura de origem confiável, rastreável e auditável, sobre a qual outras startups podem construir produtos que resistem ao escrutínio de investidores, reguladores e compradores internacionais. 

E o nosso papel não se resume a fornecer tecnologia. A Ecossis também cultiva ativamente essa nova geração: o Prêmio de Inovação Tecnológica da Ecossis, agora em sua terceira edição, reconhece e impulsiona soluções que unem tecnologia e meio ambiente, conectando talentos, projetos e o ecossistema de inovação climática brasileiro. É a nossa forma de retribuir ao mesmo tecido do qual fazemos parte. 

O retrato de 2026 é de um setor em plena formação: tese de investimento validada, talento chegando, casos de sucesso reais, mas que ainda é carente de capital paciente, articulação e escala. O potencial é enorme, porém a execução é que separa promessa de entrega. 

Conhece uma startup climática que une tecnologia e impacto ambiental? Fique de olho no Prêmio de Inovação Tecnológica da Ecossis e acompanhe nossa cobertura do ecossistema de inovação climática brasileiro. 

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Ecossis amplia conhecimento sobre morcegos no Pampa

Ecossis amplia conhecimento sobre morcegos no Pampa

Trabalho desenvolvido no projeto Coxilha Negra combina tecnologia, experiência de campo e dados acumulados ao longo dos anos para apoiar decisões ambientais

Entender como os morcegos utilizam a paisagem é uma das frentes do trabalho desenvolvido pela Ecossis no projeto Coxilha Negra, no Pampa. Ao longo dos anos, a empresa vem reunindo dados sobre as espécies presentes na região, seus períodos de maior atividade e os locais mais importantes para deslocamento, alimentação e abrigo.

Para ampliar esse olhar, a equipe combina diferentes metodologias de campo com o uso de gravadores acústicos AudioMoth, capazes de registrar os sons de ecolocalização emitidos pelos morcegos. A tecnologia permite acompanhar a atividade dos animais em diferentes pontos e por períodos mais longos, inclusive de espécies que dificilmente seriam identificadas apenas pelos métodos tradicionais de captura.

A continuidade do trabalho é o que dá ainda mais valor às informações coletadas. “Uma campanha isolada nos mostra o que está acontecendo em determinado período, mas uma série de anos de acompanhamento começa a contar uma história muito mais interessante”, destaca Cíntia, bióloga especializada em bioacústica de morcegos e conservação de áreas abertas. Com o tempo, os dados revelam padrões de atividade, variações sazonais e possíveis mudanças na forma como as espécies utilizam a área.

Além de apoiar a gestão ambiental do empreendimento, o conhecimento produzido contribui para ampliar as informações disponíveis sobre os morcegos do Pampa, um bioma que ainda apresenta importantes lacunas de pesquisa. Para a Ecossis, esse trabalho mostra como experiência técnica, continuidade e inovação podem transformar dados de campo em conhecimento aplicado à conservação da biodiversidade.

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Nova campanha de monitoramento de fauna no Paraná

Ecossis realiza nova campanha de monitoramento de fauna no Paraná

Trabalho desenvolvido para a Sanepar acompanha espécies terrestres e aquáticas na área de influência da Barragem do Rio Miringuava, em São José dos Pinhais

A Ecossis Soluções Ambientais realizou, entre 8 e 14 de julho, a 3ª campanha de monitoramento de fauna da Barragem do Rio Miringuava, em São José dos Pinhais (PR). O trabalho integra contrato com a Companhia de Saneamento do Paraná (Sanepar) e acompanha a fauna silvestre terrestre e aquática presente na área de influência do reservatório.

As campanhas permitem observar como as espécies respondem às transformações do ambiente durante as fases de enchimento e operação da barragem. A partir dos dados coletados em campo, é possível identificar possíveis impactos sobre a fauna nativa e gerar informações que apoiem a gestão ambiental do empreendimento.

O acompanhamento contínuo é importante para compreender mudanças ao longo do tempo e construir uma base de dados cada vez mais consistente sobre a biodiversidade local. Cada campanha acrescenta novas informações sobre a presença e a dinâmica das espécies na região.

O trabalho também evidencia a atuação do time técnico da Ecossis, responsável pelo levantamento, registro e análise das informações em campo. É a combinação entre experiência, conhecimento especializado e acompanhamento sistemático que transforma os dados coletados em subsídios para decisões ambientais mais qualificadas.

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NFTs ambientais: além do hype

Poucas siglas envelheceram tão rápido quanto “NFT”. No auge de 2021, virou sinônimo de especulação, com JPEGs (imagens) de macacos vendidos por fortunas, seguidos de um estouro previsível. Mas jogar a tecnologia fora junto com a bolha seria um erro. Por baixo do hype, o NFT é apenas um primitivo técnico: um token único, verificável e rastreável numa blockchain. E é exatamente essa unicidade que o torna útil quando o assunto é meio ambiente. 

Convém encarar os números de frente. Depois do pico de 2021-22, quando as vendas superavam US$ 1 bilhão por mês, o mercado despencou para cerca de US$ 300 milhões mensais no início de 2026 (queda aproximada de 70%), com a maioria das coleções praticamente sem atividade. O volume anual de 2025 ficou em torno de US$ 5,5 bilhões, cerca de 95% abaixo do pico. Mas morrer como especulação não é o mesmo que desaparecer: o que os dados mostram é uma consolidação estrutural, com o mercado descartando a especulação pura para reter utilidade real e atrair capital institucional via tokenização de ativos do mundo real. Sobrevive quem resolve um problema concreto, como projetos com utilidade, integração ao mundo real e modelos de receita reais. É aí que o uso ambiental sério encontra seu espaço. 

A virada conceitual é simples: se um token pode representar uma obra de arte, também pode representar um ativo ou um documento ambiental real. Em vez de posse simbólica, prova de impacto. A diferença entre “ter um NFT” e “ter um registro auditável de uma tonelada de carbono, um certificado de origem ou uma licença ambiental cumprida”. 

No nosso caso, pense no licenciamento ambiental brasileiro: um processo lento, cheio de documentos, condicionantes e relatórios de monitoramento que passam por várias mãos: órgão ambiental, empresa, consultorias, auditores. Ele precisa de exatamente três coisas que o papel e o PDF não entregam bem: rastreabilidade (quem emitiu, quando, com base em qual dado), confiança (garantia de que nada foi adulterado depois) e agilidade (verificação imediata, sem semanas de conferência manual). Um certificado ambiental tokenizado responde aos três: cada licença, condicionante ou laudo vira um registro único, imutável e verificável em segundos, com todo o histórico atrelado. 

É assim que a Ecossis adota a tecnologia. Na nossa plataforma, documentos ambientais são emitidos como tokens verificáveis, ancorados em dados coletados na origem e registrados de forma auditável — unindo IoT, IA e blockchain para que um certificado não seja apenas um documento bonito, mas uma prova rastreável de ponta a ponta. O NFT, aqui, não é colecionável: é a camada de confiança de um certificado que um órgão ambiental, um comprador ou um auditor pode validar sem depender da palavra de ninguém. 

Há uma ressalva que nunca devemos esquecer que é o problema do oráculo. A blockchain garante que o registro é único e imutável, mas não garante que o dado por trás dele seja verdadeiro. Um NFT ancorado em medição ruim apenas torna o erro permanente e negociável. Por isso, na Ecossis, a tokenização é a última etapa, não a primeira: só faz sentido tokenizar o que já nasceu confiável, rastreável e verificável na origem. 

A lição de tudo isso é que não se trata de enterrar o NFT junto com a bolha, e sim de separar ruído de sinal. O mercado já está fazendo parte desse trabalho ao excluir a especulação e manter quem entrega utilidade verificável. O NFT ambiental sério não promete retorno fácil, pois ele funciona como recibo confiável de uma ação ambiental real, de um crédito de carbono a uma licença. Quando o token representa um dado auditável, ele deixa de ser hype e vira infraestrutura. 

É essa fronteira, entre representar e comprovar, que orienta a Ecossis. No próximo EcoTalks, vamos explorar tokenização de ativos e certificados ambientais, e o que separa impacto real de teatro digital. 

 

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IA e pegada ambiental: o paradoxo da tecnologia que promete salvar o clima

Sabemos que a mesma tecnologia que ajuda a prever secas, otimizar redes de energia e acelerar a transição sustentável tem, ela própria, um apetite ambiental que cresce a cada modelo treinado. É um paradoxo que merece ser encarado sem o alarmismo que demoniza a ferramenta, mas também sem o entusiasmo que finge não ver a conta de luz. 

A escala já não é abstrata: segundo relatório da Universidade das Nações Unidas, os data centers globais consumiram 448 trilhões de watts-hora de eletricidade em 2024, equivalente a mais do que todos os países do mundo, exceto dez, produzindo cerca de 208 milhões de toneladas de CO₂, o equivalente à Argentina, e consumindo aproximadamente 4,5 trilhões de litros de água. A previsão é que esse impacto dobre em apenas quatro anos, à medida que a IA avança. Hoje, a IA responde por cerca de 20% do consumo de energia dos data centers, com uma fatia projetada para 40% até 2030. 

A água é a parte menos comentada. Um data center de IA típico, de 100 MW, consome entre 1,5 e 3 milhões de metros cúbicos de água por ano só para resfriamento por evaporação, e o problema pode se agravar quando essa demanda recai sobre regiões já sob estresse hídrico. 

O contraponto é: a IA também reduz emissões, ao otimizar processos industriais, equilibrar oferta renovável e antecipar desastres. A questão honesta não é “IA é boa ou má para o clima?”, mas “em que condições o benefício supera o custo?”. E essa resposta depende de duas variáveis que costumam ficar na sombra: de onde vem a energia e quanto de tudo isso é de fato transparente, já que a divulgação ambiental das big techs é notoriamente incompleta. 

Nessa discussão, o Brasil se tornou o principal polo de data centers da América Latina, concentrando quase metade da capacidade instalada da região, com potencial estimado de R$ 100 bilhões anuais em investimentos. Estudos apontam que a demanda dos data centers pode fazer o consumo de energia do país dobrar em quatro anos. A pressão vem dos gigantes: os hyperscalers como Amazon, Microsoft, Google, Meta e Oracle, que preparam aportes de US$ 725 bilhões em 2026, alta de 77% sobre 2025, com cerca de 75% destinados à infraestrutura de IA. 

A matriz elétrica brasileira é majoritariamente renovável, o que poderia fazer do país um polo de “IA verde”. No Nordeste, mais de 20% da geração renovável vem sendo desligada por falta de demanda e de transmissão. Essa energia que poderia alimentar esses complexos de data centers. A armadilha é o outro lado: sem planejamento, a corrida por data centers pode pressionar a rede, competir por água e transferir para o Sul Global um custo ambiental que o Norte já conhece. 

É por isso que, para a Ecossis, o princípio é o mesmo que aplicamos a qualquer atividade ambiental. Operamos IA e blockchain sobre infraestrutura de nuvem, e sabemos que tecnologia a serviço do meio ambiente precisa ter integridade também sobre o próprio custo: escolher energia limpa, priorizar eficiência e, sobretudo, medir. Não se gerencia o que não se mede. A pegada da IA precisa ser monitorada, relatada e verificada com o mesmo rigor que exigimos de um crédito de carbono. 

A saída, portanto, não é rejeitar a IA: nós a usamos, e ela é poderosa. É exigir dela transparência e eficiência, e ter a honestidade de contabilizar o que ela cobra do planeta. Uma IA só se justifica, ambientalmente, quando comprova que devolve mais do que consome. Acompanhe nossas reflexões sobre tecnologia consciente e integridade de ponta a ponta. 

 

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Ecossis expande atuação em biodiversidade no Paraná

A Ecossis inicia uma nova frente de trabalho para a Copel, com a execução do Programa de Monitoramento de Fauna em três empreendimentos de distribuição de energia no Paraná. 🌿

As atividades serão realizadas em áreas relacionadas ao Parque Estadual de Amaporã, ao Parque Estadual do Rio Guarani e à Ilha do Mel, incluindo unidades de conservação e zonas de amortecimento.

O trabalho vai acompanhar os possíveis impactos dos empreendimentos sobre a fauna silvestre e gerar informações importantes para a gestão ambiental dessas áreas.

Mais um projeto que reforça a experiência da Ecossis em integrar infraestrutura, biodiversidade e conhecimento técnico.

#Ecossis #Biodiversidade #MonitoramentoDeFauna #GestãoAmbiental #Paraná

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Mercado de carbono: a corrida real já começou

Enquanto boa parte do debate sobre carbono ainda gira em torno de conceitos, o mercado brasileiro está se movendo rápido. Neste mês, o governo federal colocou em consulta pública a resolução que vai regulamentar a exportação de créditos via ITMOs: os Resultados de Mitigação Transferidos Internacionalmente, previstos no Artigo 6 do Acordo de Paris. A proposta define um teto de 50 milhões de toneladas de CO₂e que poderão ser vendidas a outros países entre 2031 e 2035, com limite de 50% dos créditos por projeto, e recebeu contribuições até o início de agosto. 

A reação do setor foi imediata e revela onde está a pressão. Empresas criticaram o prazo de 2031, comparando com o Paraguai, que pretende comercializar 20 milhões de toneladas por ano já a partir de 2027, o que deixaria os projetos brasileiros cinco anos fora do mercado. O governo respondeu tentando acalmar os ânimos: segundo Cristina Reis, secretária extraordinária do Mercado de Carbono do Ministério da Fazenda, créditos para exportação poderão ter contratos de venda antecipada já em 2027, e a pasta avalia reduzir essa lacuna em quatro anos. O Brasil já assinou memorandos de entendimento com Singapura e Suíça, e agora mira a China. 

Por que a pressa? Uma palavra: CORSIA. A segunda fase do programa de descarbonização da aviação global começa em 2027 e tende a ampliar a demanda por créditos de carbono de alta integridade ambiental. É uma janela de compra com data marcada que o Brasil corre o risco de perder para concorrentes mais ágeis. E o prêmio é grande: só o agronegócio brasileiro tem potencial para gerar até 314,3 milhões de créditos até 2035, movimentando até R$ 3,5 bilhões no mercado internacional. 

Vender um ITMO não é transferir um número numa planilha. Cada crédito exportado exige uma carta de autorização do governo, não pode contar para a meta climática brasileira e ao mesmo tempo precisa contar para a do comprador (sem dupla contagem), e tem de sobreviver ao escrutínio de compradores internacionais que só aceitam créditos de alta integridade. Não por acaso, a robustez do MRV e a estruturação das cartas de autorização para evitar dupla contagem aparecem como exigências centrais da regulamentação. Na prática, o mercado só funciona se cada tonelada for rastreável, verificável e auditável até a origem. 

E esse é exatamente o problema que a Ecossis resolve. Toda a nossa infraestrutura parte de uma premissa simples: a integridade de um crédito de carbono começa no dado que o origina, não no certificado que o encerra. Medição rastreável na fonte, MRV digital, registros imutáveis e certificados auditáveis, tudo para que uma tonelada declarada seja, comprovadamente, uma tonelada real. Quando um comprador em Genebra, em Singapura ou uma companhia aérea sob as regras do CORSIA exige garantia de que aquele crédito existe e não foi vendido duas vezes, o que ele está pedindo é precisamente a camada de confiança. 

O recado para quem desenvolve projetos de carbono no Brasil é direto: nos próximos anos, o diferencial competitivo não será apenas gerar créditos, mas provar sua integridade a um mercado internacional exigente e regulado. Preço, prazo e volume importam, mas nada disso se sustenta sem confiança no dado. É essa infraestrutura que separa quem vai capturar a janela de 2027 de quem vai assistir a ela passar. 

A Ecossis está construindo essa ponte entre o potencial ambiental brasileiro e a exigência do mercado global. Se você desenvolve projetos de carbono e quer garantir integridade rastreável de ponta a ponta, fale com a gente. 

 

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Ecossis amplia atuação em grandes projetos de infraestrutura

A Ecossis iniciou um novo projeto com o Grupo Motiva, para atendimento à CCR ViaSul, voltado à Gestão de Riscos Ambientais em rodovias sob concessão.

O trabalho integra dados operacionais, ambientais e históricos para construir cenários de risco e apoiar ações de prevenção e resposta a emergências.

O projeto reúne Análise de Risco Ambiental, Programa de Gerenciamento de Riscos e Plano de Atendimento a Emergências, reforçando a atuação da Ecossis em projetos complexos de infraestrutura e na geração de informações seguras para a tomada de decisão.

Ecossis. Viabilizando o amanhã.

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