Monitoramento da ictiofauna no Rio das Antas
Monitoramento da ictiofauna amplia conhecimento sobre os ecossistemas aquáticos do rio das Antas
Trabalho realizado no Complexo CERAN produz informações para a gestão ambiental e contribui para a conservação da biodiversidade
O monitoramento da ictiofauna realizado no Complexo CERAN acompanha, ao longo dos anos, as respostas dos ecossistemas aquáticos às alterações promovidas pela implantação dos reservatórios no rio das Antas, no Rio Grande do Sul.
O complexo é formado pelas usinas hidrelétricas Castro Alves, Monte Claro e 14 de Julho e representa um importante empreendimento de geração de energia renovável. Mesmo antes do início de sua operação, o monitoramento já desempenhava um papel essencial no acompanhamento ambiental da região.
A formação dos reservatórios modifica a dinâmica natural dos rios, influenciando as características dos habitats, a qualidade da água, a disponibilidade de recursos e os processos de reprodução e deslocamento das espécies.
“O acompanhamento de longo prazo é indispensável para compreender essas mudanças, fornecendo informações que subsidiam a gestão ambiental e atendem às exigências do licenciamento”, explica Débora Alessandra Antonetti.
Conhecimento construído ao longo dos anos
A continuidade do monitoramento permitiu construir um amplo conhecimento sobre a ictiofauna da região. Os resultados mostram como as comunidades de peixes se organizam nos diferentes ambientes do complexo e como respondem às variações sazonais e às condições impostas pelos reservatórios.
O trabalho possibilita identificar padrões de distribuição das espécies, caracterizar a estrutura das populações e reconhecer períodos e áreas de maior atividade reprodutiva. Também permite avaliar a ocorrência de espécies exóticas e de interesse para a conservação, além de acompanhar a dinâmica das espécies de importância pesqueira.
“O monitoramento do ictioplâncton complementa essas informações ao identificar áreas utilizadas para a reprodução e o desenvolvimento inicial dos peixes, permitindo uma compreensão mais abrangente do ciclo de vida das espécies presentes na bacia”, destaca Débora.
Integração entre campo e análises técnicas
Um dos diferenciais do projeto está na integração entre o trabalho de campo e as análises técnicas realizadas em laboratório.
A utilização de diferentes petrechos de pesca possibilita amostrar espécies com diferentes hábitos e tamanhos. Já as avaliações biológicas e ecológicas abrangem biometria, composição de espécies, alimentação, reprodução, ocorrência de espécies ameaçadas e exóticas e análises populacionais.
“Essa abordagem torna os resultados mais robustos e confiáveis, possibilitando identificar tendências ao longo do tempo e fornecendo informações estratégicas para a tomada de decisão”, afirma Débora.
Série histórica contribui para a conservação
Além de cumprir um importante papel no acompanhamento ambiental do empreendimento, o projeto deixa como legado uma consistente série histórica de dados sobre a ictiofauna do rio das Antas.
Essas informações contribuem para o avanço do conhecimento científico e para o aperfeiçoamento das ações de conservação da biodiversidade.
A continuidade do trabalho também reflete o compromisso da Ecossis com a excelência técnica, reunindo equipe especializada, metodologias padronizadas e produção de informações de alta qualidade. O projeto fortalece a gestão ambiental do Complexo CERAN e consolida uma parceria de confiança construída ao longo dos anos.
Mineração e gestão ambiental em campo.
Jean Antônio, gerente comercial da Ecossis, visitou três unidades da CMOC — duas de fosfatos e uma de nióbio — para acompanhar o projeto de monitoramento da flora em áreas de recuperação ambiental.
A agenda reforçou a experiência da Ecossis no atendimento ao setor de mineração, reunindo acompanhamento técnico, troca de conhecimentos e diálogo sobre novas demandas ambientais e socioambientais.
Segunda maior produtora mundial de nióbio e uma das principais produtoras de fertilizantes fosfatados do país, a CMOC mantém operações que abrangem grande parte das cadeias produtivas de nióbio e fosfatos.
A visita também abriu espaço para identificar novas soluções e possibilidades de ampliação da parceria.
Mapeamento do ecossistema de Startups climáticas brasileiras
Mapeamento do ecossistema de Startups climáticas brasileiras
O Brasil virou um terreno fértil para uma nova geração de empresas que trata a crise climática como problema de engenharia e oportunidade de negócio. As climate techs brasileiras deixaram de ser curiosidade para se tornar um setor com tese de investimento própria. Mas o ecossistema ainda é jovem, fragmentado e desigual.
O setor é mais diverso do que o rótulo sugere. Sob o guarda-chuva das “startups verdes” convivem climate techs, cleantechs, energytechs, firetechs, watertechs e agtechs, cobrindo energia renovável, gestão hídrica, prevenção de incêndios e agricultura sustentável. Na prática, as verticais mais quentes no Brasil concentram-se em restauração e reflorestamento, MRV e crédito de carbono, agricultura regenerativa, bioeconomia amazônica e monitoramento ambiental por sensoriamento.
Alguns casos ilustram a maturidade crescente. A Umgrauemeio, com clientes como Suzano e BP, monitora 7,5 milhões de hectares em 13 estados e reduz incêndios em até 80%; plataformas de restauração conectam empresas e produtores florestais ao financiamento de plantio de florestas nativas.
Os ventos são favoráveis. Climate tech e sustentabilidade emergiram como categoria de investimento com tese financeira para além da narrativa de impacto, com fundos dedicados como Just Climate e Amazon Climate Pledge aportando capital em startups brasileiras de descarbonização, eficiência energética e agricultura regenerativa. O peso do agro ajuda: responsável por cerca de 25% do PIB, o agronegócio é um segmento onde a tecnologia pode, ao mesmo tempo, elevar produtividade e reduzir emissões. Some-se a isso o legado da COP30, o novo mercado regulado de carbono e a pressão global por rastreabilidade, todos empurrando a demanda por soluções nacionais.
Um estudo do Fórum Brasileiro das Climate techs, lançado durante a COP30, aponta o financiamento como o principal gargalo: são negócios que exigem um ecossistema forte para amadurecer antes de acessar venture capital ou private equity, e o Brasil segue atrasado e fragmentado. O problema é tanto estrutural quanto regional: embora o mercado global de startups climáticas deva atrair cerca de US$ 80 bilhões até 2029, apenas 4% desse capital chega à América Latina e à África.
Há, porém, um gargalo menos citado e igualmente decisivo: a confiança no dado. Nenhuma das soluções vale mais do que a integridade da informação que a sustenta. É exatamente essa camada que a Ecossis oferece ao ecossistema: uma infraestrutura de origem confiável, rastreável e auditável, sobre a qual outras startups podem construir produtos que resistem ao escrutínio de investidores, reguladores e compradores internacionais.
E o nosso papel não se resume a fornecer tecnologia. A Ecossis também cultiva ativamente essa nova geração: o Prêmio de Inovação Tecnológica da Ecossis, agora em sua terceira edição, reconhece e impulsiona soluções que unem tecnologia e meio ambiente, conectando talentos, projetos e o ecossistema de inovação climática brasileiro. É a nossa forma de retribuir ao mesmo tecido do qual fazemos parte.
O retrato de 2026 é de um setor em plena formação: tese de investimento validada, talento chegando, casos de sucesso reais, mas que ainda é carente de capital paciente, articulação e escala. O potencial é enorme, porém a execução é que separa promessa de entrega.
Conhece uma startup climática que une tecnologia e impacto ambiental? Fique de olho no Prêmio de Inovação Tecnológica da Ecossis e acompanhe nossa cobertura do ecossistema de inovação climática brasileiro.



