Ecossis realiza 41ª campanha de monitoramento de fauna no Parque Eólico Coxilha Negra
Entre os dias 02 e 28 de janeiro de 2026, a Ecossis Soluções Ambientais executou a 41ª campanha de monitoramento de fauna no Parque Eólico Coxilha Negra, localizado em Santana do Livramento, Rio Grande do Sul.
A atividade integra o programa contínuo de Monitoramento de Fauna Silvestre, desenvolvido para acompanhar possíveis impactos da operação do empreendimento e assegurar o cumprimento das condicionantes estabelecidas no processo de licenciamento ambiental.
O monitoramento periódico é fundamental para avaliar a presença, comportamento e dinâmica das espécies na área de influência do parque eólico, contribuindo para a adoção de medidas preventivas e para a gestão ambiental responsável do empreendimento.
A campanha contou com a atuação dos profissionais Hugo Saraiva, Suzielle Paiva, João Ucha e Cíntia da Costa, que conduziram as atividades de campo com foco técnico e rigor metodológico.
A Ecossis reafirma seu compromisso com a sustentabilidade em projetos de energia renovável, promovendo o equilíbrio entre desenvolvimento energético e conservação da biodiversidade.


Zonas Úmidas e IoT: Os Sentinelas Digitais da Biodiversidade
As zonas úmidas, como o Pantanal e as várzeas amazônicas, são frequentemente chamadas de “rins da terra” por sua capacidade de filtrar água e regular ciclos hidrológicos. No entanto, sua vasta extensão e difícil acesso tornam o monitoramento tradicional um desafio logístico. Em 2026, a resposta para proteger esses ecossistemas vulneráveis não está apenas no espaço, com satélites, mas no solo, através da Internet das Coisas (IoT).
O monitoramento ambiental moderno exige mais do que imagens macroscópicas; ele demanda dados em tempo real sobre o nível da água, umidade do solo, temperatura e até bioacústica para identificar a fauna. Sensores instalados estrategicamente funcionam como sentinelas digitais, permitindo que o monitoramento, relato e verificação (MRV) deixem de depender apenas de declarações subjetivas e passem a se basear em evidências técnicas incontestáveis.
O resultado da integração de múltiplas tecnologias é uma cadeia de confiança onde o dado coletado pelo dispositivo IoT é validado por IA e registrado em uma rede imutável, garantindo transparência total para investidores de créditos de carbono e órgãos reguladores.
Apesar do potencial, a implementação dessas tecnologias no Brasil enfrenta um “peso invisível”: a carência de infraestrutura básica. Monitorar biomas remotos exige redes de conectividade que alcancem o interior, tratando o sinal de dados como algo tão essencial quanto estradas ou energia elétrica.
Além disso, para que essa sustentabilidade seja duradoura, a infraestrutura que processa esses dados — os data centers — precisa ser coerente com a causa ambiental. O Brasil possui uma vantagem competitiva estratégica devido à sua matriz elétrica predominantemente renovável. Isso permite que o processamento de grandes volumes de dados ambientais ocorra com uma pegada de carbono significativamente menor do que em outras regiões do mundo
A urgência em transformar essas promessas tecnológicas em sistemas operacionais e verificáveis é um dos grandes temas de 2026. É com esse foco em soluções práticas e infraestrutura resiliente que a Ecossis confirma sua participação na Feira de Hannover, o maior palco de tecnologia industrial do mundo.
Na feira, discutiremos como a integração entre IoT e governança ambiental pode ser escalada globalmente, levando a experiência brasileira em biomas complexos para o centro do debate sobre inovação sustentável. Afinal, a tecnologia para proteger o planeta já está pronta; o desafio agora é garantir que a infraestrutura que a sustenta esteja à altura do desafio.
Quer saber mais sobre o que temos feito em nossas pesquisas e desenvolvimento de soluções com tecnologias 4.0? Veja o episódio “Oportunidades e Desafios da Tecnologia em um Mundo Mais Sustentável” nosso bate-papo.
Governo publica documentos do Plano Clima Adaptação
Estratégia Nacional de Adaptação e 16 planos setoriais passam a orientar políticas públicas frente aos impactos das mudanças climáticas no Brasil.
O Ministério do Meio Ambiente e Mudança do Clima (MMA) publicou os documentos que compõem o Plano Clima Adaptação, incluindo a Estratégia Nacional de Adaptação à Mudança do Clima (ENA) e 16 planos setoriais e temáticos.
A iniciativa consolida diretrizes, metas e ações voltadas à redução de vulnerabilidades e ao fortalecimento da capacidade de adaptação do país frente aos impactos das mudanças climáticas, considerando diferentes setores estratégicos da economia e da gestão pública.
Planejamento climático estruturado
A Estratégia Nacional de Adaptação estabelece as bases técnicas para orientar políticas públicas e ações coordenadas em níveis federal, estadual e municipal. Os planos setoriais contemplam áreas como:
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Infraestrutura
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Recursos hídricos
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Agricultura
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Saúde
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Gestão territorial
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Biodiversidade
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Cidades
O conjunto de documentos integra o Plano Clima, instrumento que organiza a política climática brasileira, incluindo ações de mitigação e adaptação alinhadas aos compromissos assumidos pelo país no âmbito do Acordo de Paris.
Base técnica para tomada de decisão
Com a publicação oficial dos documentos, governos, instituições técnicas, setor privado e organizações da sociedade civil passam a contar com uma base estruturada para planejamento, gestão de riscos climáticos e formulação de políticas públicas.
A consolidação do Plano Clima Adaptação reforça a importância da adaptação climática como eixo estratégico da agenda ambiental brasileira, especialmente diante do aumento da frequência e intensidade de eventos extremos no país.
Fonte: GOVBR
MMA amplia prazo para inscrições em consultoria sobre créditos de carbono
Interessados terão novo prazo para participar de processo seletivo voltado à consultoria técnica na área de créditos de carbono.
O Ministério do Meio Ambiente e Mudança do Clima (MMA) anunciou a ampliação do prazo para inscrições em processo seletivo destinado à contratação de consultoria técnica relacionada ao tema de créditos de carbono.
A iniciativa integra as ações do governo federal voltadas ao fortalecimento da agenda climática brasileira e ao aprimoramento de instrumentos ligados ao mercado de carbono, tema que vem ganhando relevância estratégica no contexto nacional e internacional.
Segundo o MMA, a prorrogação do prazo busca ampliar a participação de profissionais qualificados no processo, garantindo maior diversidade técnica e competitividade na seleção.
Mercado de carbono em destaque
O avanço de políticas públicas e marcos regulatórios relacionados ao carbono tem ampliado a demanda por especialistas na área, especialmente diante da consolidação de mecanismos de precificação de emissões e da estruturação de instrumentos econômicos voltados à transição ecológica.
A consultoria prevista contribuirá para o desenvolvimento técnico das políticas climáticas brasileiras e para o aprimoramento das estratégias nacionais relacionadas à mitigação de emissões.
Fonte: GOVBR
Dados Abertos Ambientais: A Base para uma Governança de Impacto
Em 2026, a transparência deixou de ser um diferencial para se tornar o alicerce da sustentabilidade corporativa e pública. Com o endurecimento das regulações contra o greenwashing e a exigência por relatórios ESG auditáveis, os dados abertos ambientais surgem como o recurso mais valioso para quem precisa transformar promessas em evidências. Mas, em um oceano de informações, o desafio é saber onde encontrar dados de alta qualidade e como transformá-los em decisões estratégicas.
Onde encontrar: O Mapa da Mina Digital
No Brasil e no mundo, diversas plataformas oferecem bases robustas que permitem monitorar desde o uso do solo até emissões de gases de efeito estufa:
- MapBiomas (Brasil): Recentemente, em fevereiro de 2026, foi lançada a Coleção 10.1, que fornece mapas anuais de cobertura e uso da terra com precisão histórica desde 1985. É essencial para entender a dinâmica de biomas como a Amazônia e o Pantanal.
- Copernicus Data Space Ecosystem (Global): Este ecossistema europeu oferece acesso livre e instantâneo a dados dos satélites Sentinel, fundamentais para monitoramento terrestre, oceânico e atmosférico em escala global.
- SEEG Brasil: O Sistema de Estimativas de Emissões e Remoções de Gases de Efeito Estufa fornece dados em tempo real sobre a pegada de carbono por município e bioma, permitindo uma análise setorial detalhada.
- Portal de Dados Abertos (Brasil): Centraliza conjuntos de dados do IBGE, ANA (Agência Nacional de Águas) e órgãos ambientais, oferecendo desde mapas de bacias hidrográficas até registros de geociências.
Entretanto, a mera coleta de dados não gera impacto, a inteligência está na aplicação. Dados abertos podem ser integrados a sistemas de IA e Blockchain para criar “trilhas de confiança”. Por exemplo:
- Verificação de Créditos de Carbono: Cruzar dados de desmatamento do INPE com registros de sensores locais para garantir que um projeto de conservação é real e verificável.
- Rastreabilidade de Cadeia de Valor: Empresas utilizam dados do MapBiomas para assegurar que seus fornecedores não estão operando em áreas de vegetação nativa recém-convertida.
- Modelagem de Risco Climático: Instituições financeiras utilizam séries históricas de sensores e modelos climáticos para prever a viabilidade de investimentos em infraestrutura.
A capacidade de transformar esses dados em soluções práticas é o que define a liderança na agenda climática atual. É com essa visão que a Ecossis quer construir sua participação no mundo digital e sustentável.
A transparência de dados é o fim da era do ‘acho que sou sustentável’. A Ecossis estará na Feira de Hannover 2026 discutindo como transformar esses dados em estratégia real.
Ibama lança guias de Avaliação de Impacto Ambiental
O Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama) lançou novos guias de Avaliação de Impacto Ambiental (AIA), com o objetivo de aprimorar a qualidade técnica dos estudos ambientais apresentados nos processos de licenciamento federal.
Os documentos oferecem orientações metodológicas para a elaboração de estudos como EIA/Rima e demais instrumentos técnicos utilizados na análise de empreendimentos potencialmente causadores de impacto ambiental.
Segundo o Ibama, a iniciativa busca promover maior padronização, clareza e qualidade nas análises, contribuindo para decisões técnicas mais consistentes e transparentes no âmbito do licenciamento ambiental federal.
Fortalecimento do licenciamento ambiental
A Avaliação de Impacto Ambiental é um dos principais instrumentos da Política Nacional do Meio Ambiente, sendo fundamental para identificar, prever e mitigar impactos decorrentes de empreendimentos e atividades potencialmente poluidoras.
Com a publicação dos novos guias, o Ibama reforça o papel da orientação técnica como ferramenta para qualificar estudos ambientais, reduzir inconsistências e ampliar a segurança jurídica nos processos de análise.
Os documentos estão disponíveis no portal oficial do Instituto.
Fonte: IBAMA
Smart Contracts e PSA: Automatizando a Confiança na Economia Regenerativa
Em 2026, o Pagamento por Serviços Ambientais (PSA) consolidou-se como um pilar da economia verde brasileira, mas a sua eficácia depende da transição de modelos burocráticos para sistemas verificáveis. É neste cenário que os Smart Contracts (contratos inteligentes) emergem como a peça fundamental para garantir que a remuneração pela preservação chegue a quem protege o solo de forma ágil e transparente.
Contratos inteligentes são protocolos digitais auto-executáveis que utilizam a tecnologia blockchain para definir condições contratuais e automatizar a sua execução. No contexto do PSA, o modelo de “trivergência” — que integra sensores IoT, Inteligência Artificial e Blockchain — permite que o pagamento seja libertado automaticamente assim que os dados de monitorização confirmam o cumprimento das metas ambientais.
Esta automação reduz a necessidade de auditorias manuais, que são lentas e dispendiosas, oferecendo uma trilha de auditoria imutável e resistente a manipulações.
Infraestrutura Pública e Segurança Jurídica
O Brasil dispõe hoje de um arcabouço sólido para estas operações:
- Lei 14.119/2021: A Política Nacional de PSA já prevê o fomento a métricas de monitoramento e verificação, incentivando o uso de tecnologias para assegurar a transparência das informações.
- Rede Blockchain Brasil (RBB): Criada pelo BNDES e pelo Tribunal de Contas da União (TCU), a RBB oferece uma infraestrutura público-permissionada segura, permitindo que aplicações de interesse público sejam executadas sem dependência de redes privadas opacas.
- Respaldo Legal: Mesmo antes de regulações específicas para a blockchain, instrumentos como o Marco Civil da Internet e a Lei da Liberdade Económica já conferem validade a contratos celebrados em ambiente digital no país.
O Impacto nas Cooperativas e na Agricultura Familiar
A tecnologia de Smart Contracts é particularmente transformadora para a governança de cooperativas de agricultores familiares. Projetos como o “Floresta+ Amazônia” já demonstram como recursos financeiros podem beneficiar diretamente centenas de produtores que mantêm a floresta em pé.
A integração de contratos inteligentes permite que estas cooperativas:
- Eliminem intermediários: O recurso flui diretamente de quem paga pelo serviço ambiental para a carteira digital do agricultor.
- Reduzam custos de transação: Soluções de código aberto, como o aplicativo SOL (Solução Online de Licitação), já são utilizadas por cooperativas na Bahia e no Rio Grande do Norte para digitalizar contratos e processos, aumentando a transparência e a capacidade de auditoria.
- Alcancem mercados globais: Plataformas como a Regen Network utilizam protocolos descentralizados para registar e verificar créditos de biodiversidade e carbono, ligando pequenos produtores brasileiros a investidores internacionais de forma direta.
Para que este ecossistema floresça, a infraestrutura física precisa de estar à altura do desafio. A sustentabilidade duradoura constrói-se com a infraestrutura certa no lugar certo.
Descubra no nosso site os nossos programas ambientais e como estamos conectando tecnologia, impacto e sustentabilidade:
https://ecossis.com/consultoria-ambiental/execucao-de-programas-ambientais/
Ecossis 20 anos – Inovação e sustentabilidade no coração do desenvolvimento nacional
“Este novo ciclo institucional reafirma nosso compromisso com a construção de agendas que unem a preservação ambiental ao desenvolvimento tecnológico de ponta” destaca a diretoria da Ecossis.
Ecossis no Amcham Go-To-Market 2026
Participar do Amcham Go-to-Market 2026 foi uma oportunidade importante para refletir sobre o momento que as empresas estão vivendo e, principalmente, sobre como as áreas comerciais precisam evoluir para acompanhar um mercado cada vez mais dinâmico, competitivo e orientado a resultados.
O evento foi estruturado justamente para discutir um desafio que muitas organizações ainda enfrentam: o desalinhamento estrutural entre marketing e vendas. A proposta central do Go-to-Market 2026 foi provocar as empresas a repensarem, de forma prática, como planejam, executam e medem suas estratégias de crescimento, integrando essas duas áreas de forma mais estratégica e orientada ao cliente.
Durante os debates, líderes de grandes empresas compartilharam experiências sobre expansão de mercado, posicionamento estratégico e construção de modelos de crescimento sustentáveis. Entre os principais aprendizados que levo do evento, destacam-se três pontos que considero especialmente relevantes:
• Integração entre marketing e vendas: o crescimento consistente depende de uma estratégia clara e compartilhada entre as áreas, com objetivos, métricas e comunicação alinhados.
• Foco na geração de valor para o cliente: mais do que oferecer produtos ou serviços, as empresas precisam traduzir sua expertise em soluções que resolvam problemas reais e reduzam riscos para seus clientes.
• Crescimento orientado por dados: decisões comerciais cada vez mais precisam ser apoiadas por indicadores claros de desempenho, permitindo ajustes rápidos e estratégias mais eficientes.
Para nós, da Ecossis, esse tipo de reflexão é especialmente importante. Atuamos em um setor onde muitos empreendimentos dependem de soluções ambientais bem estruturadas para avançar com segurança regulatória e responsabilidade socioambiental.
Os debates do evento reforçaram a importância de fortalecer alguns pilares que já fazem parte da nossa atuação: visão estratégica, excelência técnica, inovação e proximidade com os desafios reais dos nossos clientes.
Levamos do Amcham Go-to-Market 2026 a convicção de que o crescimento sustentável das empresas passa cada vez mais pela capacidade de integrar conhecimento técnico, visão de negócio e responsabilidade ambiental. E é exatamente nessa interseção que a Ecossis busca continuar contribuindo para viabilizar projetos e gerar valor para a sociedade.
Eventos como este ampliam perspectivas, provocam reflexões e nos ajudam a evoluir continuamente — como profissionais, como empresa e como setor.
MMA divulga texto-base do Programa Cidades Verdes Resilientes
O Ministério do Meio Ambiente e Mudança do Clima (MMA) divulgou o texto-base do Programa Cidades Verdes Resilientes, iniciativa voltada ao fortalecimento de políticas públicas urbanas relacionadas à sustentabilidade, adaptação climática e qualidade ambiental nas cidades brasileiras.
O documento apresenta as diretrizes iniciais do programa, que busca apoiar estados e municípios na implementação de ações voltadas à redução de riscos climáticos, melhoria da gestão ambiental urbana e promoção de infraestrutura verde.
A proposta integra a agenda nacional de enfrentamento às mudanças climáticas e pretende estimular o desenvolvimento de estratégias que ampliem a capacidade de adaptação das cidades frente a eventos extremos, como enchentes, ondas de calor e outros impactos ambientais.
Planejamento urbano e adaptação climática
O Programa Cidades Verdes Resilientes tem como objetivo promover iniciativas que integrem planejamento territorial, gestão ambiental e políticas de adaptação climática. Entre os temas abordados no texto-base estão soluções baseadas na natureza, infraestrutura verde, recuperação de áreas degradadas e melhoria da qualidade ambiental nos centros urbanos.
A publicação do documento marca uma etapa inicial do programa, que deverá contar com contribuições de diferentes setores da sociedade e de entes federativos para aprimorar suas diretrizes e estratégias de implementação.
Fonte: GOVBR