Autor: Caroline Fontella

CSN

Setores: Indústria e Serviços

Fundada em abril de 1941, a CSN foi a primeira produtora integrada de aço plano no Brasil, marcando um passo-chave na industrialização nacional.

Hoje, o Grupo CSN reúne siderurgia, mineração, logística, cimento e energia, atuando em mais de 17 estados brasileiros e no exterior, com mais de 30 mil colaboradores.

Fonte: CSN

Principais Cases

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Ecotalks participa de videocast especial

O EcoTalks participou de um videocast online que reuniu especialistas para discutir temas fundamentais para a gestão ambiental moderna: metrologia, confiabilidade de dados, rastreabilidade e o papel das tecnologias digitais no monitoramento ambiental. A conversa contou com a participação de Wilson (Inmetro), Gustavo Leite (diretor executivo da Ecossis) e Bernardo Alcalde  (Gerente Financeiro e Líder de P&D envolvido no Projeto Oikos Blockchain.)

Abrindo o videocast, Wilson contextualizou a conexão entre metrologia e sustentabilidade, citando a conhecida máxima atribuída a Lord Kelvin: “só conhecemos aquilo que conseguimos medir”. Ele explicou que variáveis ambientais — como emissões de carbono, absorção de CO₂ por florestas, qualidade da água e dados de biodiversidade — dependem de medições confiáveis. Para ele, a incerteza de medição é um dos maiores desafios atuais, já que decisões públicas e privadas passam a depender diretamente da precisão desses dados.

Wilson destacou ainda que, na era digital, medir não basta: é preciso garantir que os dados permaneçam íntegros, auditáveis e rastreáveis, evitando manipulações ou perdas. Segundo ele, mercados como o de créditos de carbono e certificações ambientais só se tornarão robustos com registros confiáveis e verificáveis ao longo do tempo.

Em seguida, Bernardo trouxe a perspectiva prática de quem lida com a digitalização dos dados ambientais. Ele comentou que muitas equipes técnicas e órgãos ambientais ainda utilizam procedimentos manuais — como pranchetas e anotações físicas —, o que dificulta a padronização e a automação. O desenvolvedor explicou como o Projeto Oikos Blockchain busca solucionar parte desses desafios estruturando coletas, garantindo rastreabilidade e reduzindo interferências humanas.

Gustavo completou a discussão destacando que a demanda por confiabilidade, auditoria e validação de dados ambientais cresceu de forma acelerada devido à pressão regulatória e ao uso de indicadores em disputas técnicas, certificações e projetos de financiamento climático. Ele ressaltou que o setor ambiental agora precisa lidar não apenas com desafios técnicos, mas também com fatores institucionais, culturais e políticos que influenciam a adoção de novas tecnologias.

O videocast também abordou como tecnologias emergentes — especialmente Blockchain — podem ajudar a resolver gargalos de rastreabilidade e imutabilidade dos dados. Os participantes concordam que a combinação entre metrologia, digitalização, padronização e tecnologia é indispensável para construir sistemas ambientais mais confiáveis e resilientes.

 

Assista ao videocast aqui: https://www.youtube.com/watch?v=i2y54nqC3pE

 

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Tecnologia, territórios e a promessa da COP30

Belém tornou-se no epicentro das discussões climáticas globais junto à COP30 e, com ela, cresce a sensação de que chegamos a um ponto de saturação das conferências internacionais: já ouvimos promessas demais, anúncios demais, compromissos demais. A sensação de déjà-vu se repete todos os anos, com metas ambiciosas apresentadas pela manhã, disputas diplomáticas à tarde, frustrações discretas à noite. No entanto, há algo diferente no ar desta vez. A COP30 carrega consigo um elemento que pode alterar a própria arquitetura da governança climática: o avanço acelerado das tecnologias digitais, hoje consideradas indispensáveis para transformar ambições em verificações e intenções em resultados. 

O fato de a conferência ocorrer no coração da Amazônia não é apenas gestual. É a primeira vez que o maior bioma tropical do mundo, frequentemente tratado como símbolo, torna-se o palco concreto de um encontro desse porte. Mas a escolha do território vem acompanhada de controvérsias: a infraestrutura limitada de Belém, a explosão nos preços de hospedagem, a construção da chamada “Avenida Liberdade”, que corta áreas de vegetação e expõe contradições entre discurso e prática. Para críticos, a COP30 pode ser apenas uma vitrine. Para propositores, foi a chance de transformar o Brasil em laboratório vivo da transição ecológica. 

No centro desse debate está uma questão que perpassa governos, empresas, ONGs e comunidades: como garantir que os compromissos ambientais sejam, de fato, monitoráveis, auditáveis e verificáveis? Essa não é uma preocupação secundária. Sem mecanismos sólidos de transparência e rastreabilidade, o mercado de créditos de carbono perde credibilidade; programas de pagamento por serviços ambientais se tornam suscetíveis a fraudes; e relatórios de emissões permanecem vulneráveis a manipulações políticas. Como mostram estudos recentes e iniciativas já em curso no Brasil — do painel do Plano de Transformação Ecológica ao Registro Nacional de Créditos de Carbono — a confiança institucional se tornou tão importante quanto os fluxos financeiros. 

É nesse contexto que reaparece a força de uma ideia defendida há anos pelo pesquisador e empreendedor Don Tapscott: a “trivergência” entre inteligência artificial, blockchain e Internet das Coisas. Segundo Tapscott, essas três tecnologias, quando combinadas, não geram apenas inovação incremental, mas um novo sistema operacional para a sociedade. Isoladas, já são poderosas. Interconectadas, podem reconfigurar por completo a forma como medimos, executamos e fiscalizamos ações coletivas — incluindo aquelas ligadas à crise climática. 

A trivergência funciona, em essência, como um circuito de integridade. A IoT (Internet das Coisas) coleta dados ambientais no campo (sensoriamento de solo, umidade, qualidade da água, alertas de incêndio, medições de desmatamento). A inteligência artificial processa esses dados, detecta padrões, identifica anomalias, antecipa riscos e produz modelos preditivos sobre mudanças no uso da terra, vulnerabilidade climática ou perda de biodiversidade. E a blockchain garante que o registro desses dados seja resistente à adulteração, formando trilhas de auditoria confiáveis para mercados de carbono, investidores, governos e comunidades. Não é exagero afirmar que essa combinação é um divisor de águas para o monitoramento, relato e verificação (MRV) ambiental, o calcanhar de Aquiles das COPs anteriores. 

O Brasil encontra-se em posição privilegiada para liderar essa agenda. Nos últimos anos, surgiram no país projetos que unem certificação ambiental, auditoria independente e blockchain para rastrear créditos de carbono ou estoques de vegetação nativa, como iniciativas no Cerrado que buscam evitar a sempre temida dupla contagem. Outras experiências empregam tokentização e registros distribuídos para garantir transparência em pagamentos por conservação florestal. Na Amazônia, sensores e satélites são cada vez mais utilizados para monitorar mudanças no uso do solo, enquanto redes de pesquisadores e órgãos ambientais começam a integrar inteligência artificial às suas rotinas de análise. 

A COP30, portanto, ocorre em um momento em que a infraestrutura tecnológica começa a se alinhar ao discurso político. O desafio, como sempre, reside na capacidade de fazer com que essa infraestrutura seja utilizada de maneira responsável, inclusiva e territorialmente sensível. Tecnologias, afinal, nunca são neutras. O uso de blockchain ou IA na Amazônia pode fortalecer a governança local e empoderar comunidades, mas também pode, se implementado sem diálogo, reforçar desigualdades, criar dependências ou impor modelos externos de desenvolvimento. 

É importante lembrar que a capacidade técnica de registrar dados de forma imutável não resolve, por si só, o problema da qualidade desses dados. Uma blockchain não corrige estimativas infladas, sensores mal calibrados ou metodologias fracas. Tampouco substitui a necessidade de instituições sólidas, regulações claras e participação social efetiva. O entusiasmo tecnológico não deve obscurecer uma realidade básica: sem vontade política, nenhuma inovação conseguirá impedir o avanço do desmatamento, das queimadas ou das emissões industriais. 

Ainda assim, seria um erro subestimar o potencial transformador da trivergência tecnológica. Pela primeira vez, governos e sociedade dispõem de ferramentas capazes de acompanhar processos ambientais quase em tempo real, com precisão, auditabilidade e ampla capacidade de integração. A promessa de integrar sensores de campo a redes blockchain, garantindo pagamentos automáticos e transparentes a agricultores familiares e povos tradicionais, pode mudar radicalmente o equilíbrio econômico entre destruir e conservar. A possibilidade de que mercados de carbono tornem-se confiáveis, interoperáveis e rastreáveis (algo discutido na própria proposta brasileira de integração aberta desses mercados), pode desbloquear investimentos bilionários em adaptação e mitigação. A articulação entre satélites, IA e registros distribuídos abre caminho para sistemas de governança ambiental que não dependem exclusivamente de interpretações políticas. 

O que se espera da COP30 é justamente a disposição de transformar esse potencial em estratégia nacional e internacional. Belém tem a chance de mostrar não apenas discursos, mas demonstrações práticas: protótipos funcionando, bases de dados abertas, acordos vinculados a métricas verificáveis, consórcios entre universidades, startups, governos e comunidades. A Amazônia, além de um símbolo, pode se tornar o cenário em que modelos de governança digital e ambiental são testados em escala real. 

Mas para que isso aconteça, é preciso resgatar uma pergunta que costuma ficar à margem nos debates tecnológicos: a tecnologia a serviço de quem? De que tipo de desenvolvimento? Com qual modelo de governança e justiça? Se a COP30 pretende deixar um legado duradouro, será necessário garantir que a digitalização da governança ambiental não reproduza a mesma lógica histórica de extração: dados e ativos fluindo para fora da região, enquanto o desenvolvimento territorial continua estagnado. A tecnologia só cumprirá seu papel se reforçar a autonomia dos povos da floresta, ampliar sua capacidade de decisão e garantir que sejam protagonistas da transição ecológica. 

Ao final, talvez o maior mérito da COP30 seja a possibilidade de inaugurar uma nova fase: a fase em que a transparência não é mais opcional; em que metas ambientais não podem ser diluídas em relatórios sem lastro; em que dados substituem narrativas; em que a sociedade pode acompanhar, quase de forma síncrona, o que governos fazem (ou deixam de fazer). Uma fase em que a convergência tecnológica (entre si e entre a tecnologia e a natureza) deixa de ser teoria e se torna prática cotidiana. 

Resta saber se o mundo e o Brasil, em particular, estão dispostos a realizar esse salto. Porque desta vez, diferentemente das COPs anteriores, a distância entre discurso e ação talvez esteja mais ligada à coragem política do que à capacidade técnica. E é isso que fará da COP30 um marco transformador — ou mais um capítulo de promessas adiadas. 

 

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Ecossis participa do Metrologia 2025, evento que celebra 150 anos da Convenção do Metro

A Ecossis Soluções Ambientais estará presente no Metrologia 2025, um dos mais importantes encontros brasileiros dedicados à metrologia, avaliação da conformidade e infraestrutura da qualidade. O evento ocorre de 1º a 4 de dezembro de 2025, em Maceió (AL), e celebra os 150 anos da Convenção do Metro e os 30 anos da Sociedade Brasileira de Metrologia (SBM). 

Neste ano, a participação da Ecossis ganha um significado ainda mais especial: a empresa é patrocinadora oficial do Metrologia 2025 e contará com um estande exclusivo, onde será apresentado o protótipo do sistema completo de coleta, registro e emissão de certificados em Blockchain Besu — tecnologia desenvolvida por sua equipe de Pesquisa, Desenvolvimento e Inovação. 

O Instituto Ecossis representará a empresa durante o evento, reforçando o compromisso institucional com ciência, inovação, rastreabilidade e governança de dados ambientais. 

 

Trabalho técnico aprovado e apresentado no evento 

Além da presença institucional, a Ecossis teve o trabalho “Para Além do Monitoramento: Segurança e Conformidade de Indicadores Ambientais com Device-as-a-Service e Blockchains Permissionadas” aceito para apresentação na programação do Metrologia 2025. 

A apresentação irá abordar o uso de dispositivos inteligentes integrados a blockchains permissionadas para aprimorar a segurança, confiabilidade e integridade de indicadores ambientais — tema diretamente conectado à agenda global de precisão metrológica e rastreabilidade de dados. 

 

Um evento histórico para a ciência e para a gestão ambiental 

Promovido pela Sociedade Brasileira de Metrologia, o Metrologia 2025 reúne cinco congressos simultâneos: 

  • XIII Congresso Brasileiro de Metrologia (CBM) 
  • XVI Congresso Internacional de Metrologia Elétrica (SEMETRO) 
  • VIII Congresso Internacional de Metrologia Mecânica (CIMMEC) 
  • XI Congresso Brasileiro de Metrologia das Radiações Ionizantes (CBMRI) 
  • VIII Workshop da Rede de Metrologia Química do Inmetro (Remeq-I) 

O encontro destaca a importância da metrologia como base para ciência, inovação, segurança, desenvolvimento sustentável e formulação de políticas públicas. 

 

Uma presença que reflete a parceria com o Inmetro 

A participação da Ecossis no Metrologia 2025 reforça os resultados positivos da parceria com o Inmetro na construção de ferramentas baseadas em Blockchain para a confiabilidade e rastreabilidade de dados ambientais. 

Essa cooperação técnica fortalece o desenvolvimento de soluções inovadoras e apoia a criação de metodologias alinhadas à infraestrutura da qualidade — missão central do próprio evento. 

 

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Do Sensor à Blockchain: Como funciona a transparência ambiental na prática

Quando falamos em tecnologia para o clima, é fácil cairmos na abstração. Blockchain, sensores, contratos inteligentes, são termos que aparecem em conferências e documentos, mas que raramente são explicados de forma concreta. Como, afinal, essas peças se conectam? E por que isso importa para a credibilidade das ações climáticas? 

Vamos percorrer o caminho completo de um dado ambiental, desde sua origem no campo até seu registro permanente. 

O ponto de partida: sensores no território 

Tudo começa com a coleta. Sensores instalados em áreas de floresta, propriedades rurais ou zonas urbanas medem variáveis como temperatura, umidade do solo, qualidade do ar, níveis de água ou presença de focos de calor. Esses dispositivos funcionam de forma autônoma, transmitindo leituras em intervalos regulares para sistemas centrais ou diretamente para redes distribuídas. 

A coleta automatizada elimina a dependência exclusiva de relatórios manuais, que podem ser imprecisos, atrasados ou manipulados. Um sensor calibrado e em funcionamento contínuo oferece uma linha do tempo verificável do que aconteceu em determinado ponto geográfico. 

O elo crítico: garantindo a origem do dado 

Aqui surge o desafio mais sensível de toda a cadeia. De nada adianta registrar informações em uma blockchain se os dados de entrada forem duvidosos. Um número inventado, registrado de forma imutável, continua sendo um número inventado. 

Por isso, dispositivos com arquitetura de chaves público-privadas são fundamentais. Cada sensor possui uma identidade criptográfica única: uma chave privada que assina digitalmente cada leitura, e uma chave pública que permite verificar essa assinatura. Isso significa que, ao receber um dado, o sistema pode confirmar que ele veio daquele sensor específico, naquele momento, sem ter sido alterado no caminho. 

Para aplicações críticas, esses dispositivos precisam ser metrologicamente certificados, ou seja, calibrados e testados segundo padrões reconhecidos de medição. A combinação de identidade criptográfica com certificação metrológica cria uma blindagem dupla: o dado é autêntico (veio da fonte certa) e preciso (a fonte mede corretamente). 

Uma vez inscrito, o dado não pode ser apagado ou modificado sem deixar rastro. Esse registro permanente serve como prova pública: qualquer pessoa, a qualquer momento, pode auditar o histórico de medições. Governos, investidores, certificadores e comunidades locais passam a operar sobre a mesma base de informação, reduzindo disputas e aumentando a confiança mútua. 

Casos de uso concretos 

Na prática, esse fluxo já sustenta aplicações reais como em cadeias de suprimento. A mesma lógica rastreia a origem de commodities, diferenciando produtos de áreas desmatadas daqueles provenientes de manejo sustentável. Para mercados cada vez mais exigentes em rastreabilidade, essa infraestrutura deixa de ser diferencial e se torna requisito. 

No final, não se trata de substituir instituições ou dispensar regulação. Trata-se de dar a elas ferramentas para funcionar melhor. Quando o dado fala por si, sobra menos espaço para narrativas sem lastro e mais espaço para ação mensurável. 

E é justamente por isso que temas como certificação metrológica, confiabilidade de medições e tecnologias de rastreabilidade ganharam destaque no Metrologia 2025 — onde a Ecossis esteve presente apresentando soluções que conectam sensores, validação metrológica e blockchain para fortalecer a transparência ambiental. 

 

 

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COP30: perspectivas trazidas pelo diretor executivo da Ecossis

Durante a COP30, o diretor executivo da Ecossis, Gustavo Leite, acompanhou de perto debates centrais sobre a agenda climática global e destacou temas que dominaram as discussões técnicas, políticas e econômicas ao longo do encontro.

Segundo ele, um dos pontos mais sensíveis observados foi a dificuldade global em avançar na descarbonização. Embora exista consenso sobre a necessidade de reduzir a pegada de carbono e cumprir metas climáticas, Gustavo percebeu que a maior parte dos entraves está menos no campo técnico e mais no âmbito político e econômico, refletindo divergências de interesses e prioridades entre as nações.

Gustavo também apontou uma ausência de sensibilidade clara sobre os impactos que a falta de diretrizes climáticas concretas pode gerar no futuro. De acordo com ele, essa lacuna foi perceptível durante todo o evento e se confirmou com o desfecho dos documentos finais negociados em Belém.

Do ponto de vista técnico, um dos debates mais fortes girou em torno de padrões, frameworks e mecanismos de padronização internacional. Delegações discutiram intensamente a necessidade de criar regras claras e sistemas rastreáveis que permitam contabilidade ambiental unificada, especialmente para viabilizar o mercado global de carbono. Para Gustavo, esse tema foi um dos que mais exigiu atenção técnica dos participantes.

Entre as soluções apontadas como caminhos possíveis, destacou-se a criação de infraestruturas digitais globais de dados ambientais, com bases integradas capazes de permitir maior transparência, comparabilidade e governança. Embora tecnologias emergentes não tenham sido foco direto, Gustavo relata que soluções como biodiesel e sistemas digitais de rastreamento foram frequentemente mencionados.

Impactos para o futuro da Ecossis

Em sua avaliação, a COP30 reforçou tendências e confirmou escolhas estratégicas já adotadas pela Ecossis, especialmente no campo da rastreabilidade, confiabilidade das informações e uso de tecnologias como Blockchain para aprimorar processos ambientais.

Segundo Gustavo, participar da COP permite compreender “o que há de mais avançado e relevante no âmbito político e técnico global”, oferecendo insumos essenciais para o planejamento de longo prazo. Ele destaca que as percepções do evento ajudarão a orientar decisões estratégicas da empresa e levar aos clientes diretrizes ambientais alinhadas ao que há de mais atual no cenário mundial.

 

                                                                          Gustavo Leite na COP30/ Novembro 2025

 

 

 

 

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Diretor da Ecossis dialoga com a Angola durante a COP30

Durante a COP30, o diretor executivo da Ecossis, Gustavo Leite, participou de uma reunião estratégica com representantes do governo de Angola, aprofundando uma relação construída ao longo de anos de cooperação técnica entre as instituições.

Gustavo destacou que já mantém contato com a equipe angolana há bastante tempo e que o encontro deste ano permitiu trocar percepções sobre a construção de políticas ambientais no país africano, compreender desafios atuais e compartilhar experiências brasileiras que podem contribuir para o fortalecimento da governança ambiental em Angola.

Um dos temas centrais da conversa foi a estruturação de um novo modelo de concessões de áreas protegidas. Assim como o Brasil, Angola enfrenta dificuldades para gerir grandes territórios de conservação, que demandam infraestrutura robusta e recursos financeiros elevados. O governo angolano estuda modelos de concessões voltados ao turismo, buscando contrapartidas do setor privado para viabilizar a conservação.

Gustavo relatou ter compartilhado a experiência da Ecossis na elaboração de planos de manejo e nos processos de concessões vivenciados no Brasil, além de se colocar à disposição para conectar Angola a parceiros técnicos que possam apoiar este processo de transição.

Reconhecimento e avanços diplomáticos

Durante a COP, Gustavo recebeu um convite oficial da delegação angolana para acessar a Blue Zone, área restrita às negociações internacionais. O convite permitiu que ele conversasse diretamente com a Ministra do Ambiente de Angola, fortalecendo ainda mais a relação institucional construída ao longo dos últimos anos.

Posteriormente, Gustavo avançou nas tratativas com Miranda Kiala, chefe do gabinete jurídico do Ministério do Ambiente de Angola, aprofundando discussões sobre mecanismos de financiamento e modelos de gestão de áreas protegidas — tema prioritário para o país.

Segundo Gustavo, o gesto demonstra o reconhecimento do governo angolano às contribuições técnicas já realizadas pela Ecossis no passado, e abre portas para novas possibilidades de cooperação.

Próximos passos

O governo de Angola está especialmente focado em identificar mecanismos internacionais de financiamento ambiental que permitam fortalecer a gestão das suas áreas protegidas. As conversas iniciadas na COP30 criam um terreno favorável para futuras colaborações e para o intercâmbio de soluções metodológicas, estratégicas e tecnológicas.

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Ecossis realiza campanha de monitoramento de fauna

Entre os meses de novembro e dezembro de 2025, a Ecossis Soluções Ambientais realizou a 2ª campanha anual de monitoramento de fauna arborícola e avifauna na Linha de Transmissão 230 kV Santa Maria 3 – Santo Ângelo 2, em atendimento às condicionantes da Licença de Operação emitida pela Fundação Estadual de Proteção Ambiental (FEPAM), no Rio Grande do Sul.

Atividades realizadas

O monitoramento da avifauna foi conduzido entre os dias 7 e 14 de novembro, enquanto as ações relacionadas à fauna arborícola ocorreram de 25 de novembro a 2 de dezembro. As coletas de dados e observações foram feitas ao longo da extensão da linha, abrangendo áreas nos municípios de Santa Maria e Santo Ângelo.

As atividades tiveram como objetivos principais:

  • Verificar a presença de espécies raras, endêmicas ou ameaçadas;
  • Avaliar impactos decorrentes da operação da linha de transmissão;
  • Levantar informações sobre ninhos e áreas sensíveis;
  • Propor medidas preventivas, corretivas ou mitigadoras;
  • Conduzir ações de educação ambiental com trabalhadores locais.

Compromisso com a biodiversidade

A campanha foi realizada por equipe técnica especializada, composta pelos biólogos Rodrigo Torres, Maycon Sanyvan e auxiliar Fernando Gil. O trabalho de campo envolveu métodos específicos de observação e registro, além da produção dos relatórios técnicos de avaliação ambiental e educação ambiental conforme exigido pela legislação vigente.

A atuação da Ecossis reforça o compromisso com a preservação da biodiversidade e o atendimento às condicionantes ambientais em empreendimentos de infraestrutura energética.

 

 

 

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Ecossis realiza monitoramento ambiental das obras de ampliação do Aeroporto de Congonhas

Ecossis realiza monitoramento ambiental das obras de ampliação do Aeroporto de Congonhas
Desde novembro de 2025, a Ecossis Soluções Ambientais realiza o monitoramento ambiental das obras de ampliação do Aeroporto de Congonhas, em São Paulo/SP.
A atividade integra o acompanhamento técnico das intervenções em andamento, assegurando a conformidade com a legislação vigente.
A equipe técnica da Ecossis alocada dentro do aeroporto é responsável por monitorar as frentes de trabalho, identificar eventuais impactos ambientais e propor medidas preventivas ou corretivas, com foco na minimização de riscos ambientais.
A atuação da Ecossis reforça seu compromisso com a sustentabilidade em projetos de infraestrutura, contribuindo para o desenvolvimento urbano e o crescimento da mobilidade aérea com responsabilidade socioambiental.
 
Equipe: Aquemi Schuh, Carlos Filho e Wilson Moraes.
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A infraestrutura blockchain que o Brasil está construindo

No artigo anterior, percorremos o caminho de um dado ambiental, desde o sensor no campo até seu registro permanente em blockchain. Mas uma pergunta permanece: onde esses dados seriam registrados? Em qual rede? Mantida por quem? 

A resposta importa. Pouco adianta uma tecnologia robusta se ela depende de infraestruturas privadas, instáveis ou controladas por interesses opacos. Para aplicações de interesse público, a rede precisa ser tão confiável quanto os dados que carrega. E é aqui que o Brasil apresenta algo pouco conhecido, mas significativo: já existe uma infraestrutura pública de blockchain em operação, construída por instituições do próprio Estado. 

A Rede Blockchain Brasil 

A RBB (Rede Blockchain Brasil) foi criada em 2022 por meio de um Acordo de Cooperação entre o BNDES e o Tribunal de Contas da União. Trata-se de uma rede público-permissionada: pública porque qualquer cidadão pode consultar os dados registrados; permissionada porque os nós que validam transações são operados por instituições previamente autorizadas, com responsabilidades definidas. 

Esse modelo resolve um dilema comum: redes totalmente abertas oferecem transparência, mas apresentam barreiras regulatórias e operacionais para o setor público. Redes privadas são mais simples de operar, mas limitam o acesso e a auditabilidade. A RBB busca o melhor dos dois mundos: transparência de rede pública com a governança e a previsibilidade de uma rede permissionada. 

A rede utiliza Hyperledger Besu, uma implementação de código aberto baseada em Ethereum, e já conta com a participação de diversas instituições públicas. Sua arquitetura permite que órgãos governamentais, universidades e organizações de interesse público compartilhem uma infraestrutura comum, reduzindo custos e removendo barreiras de entrada para quem deseja inovar com blockchain no setor público. 

Pesquisa e experimentação: o Projeto Ilíada 

Se a RBB é a rede em operação, o Projeto Ilíada é o laboratório. Coordenado pela Softex e executado pela RNP (Rede Nacional de Ensino e Pesquisa) em parceria com o CPQD, o Ilíada integra os Programas Prioritários de Informática do governo federal. Seu objetivo é amadurecer a tecnologia blockchain no contexto brasileiro, criando um observatório e um ambiente de testes para estudar, experimentar e validar aplicações antes que cheguem à produção. 

O Ilíada funciona como uma ponte entre a pesquisa acadêmica e a implementação real. Permite que desenvolvedores, pesquisadores e gestores públicos testem soluções em ambiente controlado, identifiquem problemas e refinem abordagens sem comprometer sistemas em operação. É o tipo de infraestrutura que diferencia países quando falamos sobre inovação. 

Um ecossistema em formação 

O que emerge desse cenário é um ecossistema. De um lado, uma rede pública operacional com governança institucional. De outro, um ambiente de pesquisa e desenvolvimento com recursos e expertise técnica. No meio, aplicações concretas que começam a ocupar essa infraestrutura: rastreabilidade de recursos, certificação de documentos, transparência em processos públicos e, por que não, monitoramento ambiental. 

Para iniciativas como a nossa, que trabalham com certificação ambiental e dados climáticos verificáveis, essa infraestrutura não é detalhe técnico. É fundação. Saber que existe uma rede pública brasileira, mantida por instituições auditáveis, operando sobre tecnologia aberta, muda o horizonte do que é possível construir. 

Quer saber mais? 

No próximo episódio do nosso podcast, conversaremos com os responsáveis por essas iniciativas, saber melhor sobre quais desafios enfrentam e o que esperam para os próximos anos. Se você quer entender como o Brasil está se posicionando na infraestrutura digital do futuro, não perca. 

 

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